terça-feira, 7 de junho de 2011

Adoção


No dia 2 de junho de 2011, José Ricardo Souza (39) e Léo Beone Martins (29), receberam a guarda definitiva do filho Guilherme. Esta está sendo a primeira vez no Brasil em que um casal homoafetivo formado por dois homens, consegue a adoção legal por solicitação do Ministério público.

O pedido de adoção foi feito pelo Promotor de Justiça José Olavo Passos, e após três meses e quatro dias a sentença foi dada pela juíza Nilda Margareth Stanieski. O processo, que passou por período de guarda provisória, concessão da mãe biológica e estudo social, resultou em um parecer favorável ao casal.

É por esses casos, que não podemos nos calar, devemos continuar na luta pelos nossos direitos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Nota ao Leitor

        Ando meio cansado de sair na rua com medo , de ir a uma festa com medo , estou cansado de sentir medo por ser quem eu sou . É extremamente fora do normal vivermos sendo diariamente aflingidos e intimidados por uma categoria de pessoas que não respeitam as diferenças e a diversidade social, cultural e sexual.  Tenho escutado quase todos os dias notícias em jornais , blogs e outros meios de comunicação sobre violência a homossexuais. Que eu  saiba está escrito , registrado na constituição brasileira que tenho o direito de ir e vir . Tenho o direito de ser respeitado como pessoa . Não vivo mais nos tempos de ditadura , mas as vezes me sinto como se fosse.


By: I'Xavier

quarta-feira, 23 de março de 2011


Funcionária demitida por ser transexual

Giselle Vuitton.
O auxiliar administrativo Heverton Camargo de Sousa, 19 anos, afirma ter sido demitido pela Fumec - FACE, universidade particular de Belo Horizonte, por ser transexual.
O jovem trabalhava desde 2007 nesta universidade e em novembro de 2010, passou a ir trabalhar trajando roupas femininas e assumiu o nome de Giselle Vuitton. “Começaram a achar que eu piorei no trabalho e apontaram vários defeitos em mim. Logo depois, eu fui demitido.”, diz o jovem. Em nota, a universidade afirma que a demissão ocorreu por razões profissionais. O desempenho do ex-funcionário nos últimos meses teria sido "insuficiente", e que ele já havia recebido uma carta de advertência há cerca de um ano e meio apontando a necessidade de "maior concentração e foco nas atividades", e diz ainda que não houve discriminação, que outros dois funcionários haviam sido demitidos na mesma data pela mesma razão: uma reestruturação administrativa.
Marisa Campos, presidente da comissão de diversidade sexual da OAB-MG, afirma que várias testemunhas estão a favor de Giselle Vuitton, o que pode ajudá-la em uma ação judicial contra a universidade.  Giselle espera que a visibilidade de seu caso sirva como exemplo: “Espero que as empresas sejam mais evoluídas e tolerantes em relação às diferenças, principalmente as universidades, que deveriam ser um exemplo de respeito às diversidades.”



quinta-feira, 17 de março de 2011

É realmente muito estranho “NÓS” querermos nos encaixar  em uma sociedade que parece nos engolir a seco. Eu digo “nós” entre aspas, porque diante de vários descasos parecemos estar excluídos do todo, nascemos nesse sistema obscuro, vitimas da ambigüidade alheia e falo porque quando criança nossos pais nos falavam o seguinte: “Homem tem que brincar com homem e Mulher tem que brincar com mulher”,começamos desde pequenos uma briga de aceitação pessoal. Então nossa infância é coberta com uma educação homossexual e quando chegamos à fase adulta temos que nos esconder, por quê? O papel do ser humano seria está em harmonia com o mundo mesmo com as diferenças, mas não é o que vemos e nem o que sentimos em muitos lugares, estamos a mercê de bullings que acabam com as estruturas dos nossos medos, enfrentamos a injustiça de sermos demitidos do trabalho por nossas orientações e nem sequer prestam atenção para a nossa competência desvalorizando-nos e comparados a nada. Vivemos numa batalha diária tentando fazer com que todos nos aceitem e sejamos visto de forma normal, algumas batalhas brutas demais, outras mais amenas, outras sinceras, outras escondidas, enfim cada um tem sua estratégia para sobreviver o que não podemos é virar as costas e deixar que nossa existência padeça ou afunde, pois somos fortes o bastante para passar esse obstáculo, afinal não somos a minoria, somos a GRANDE maioria."


by Anderson Fontenele

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PLC 122 desarquivado

A senadora Marta Suplicy (PT), havia nesta segunda-feira, dia 07/02, protocolado o requerimento para desarquivar o PLC 122/06, projeto no qual criminaliza a homofobia no Brasil. Após a senadora conseguir as 27 assinaturas para o requerimento, nesta terça-feira, dia 08/02, com sessão presidida pelo senador Wilson Santiano (PMDB-PB), o PLC 122/06 foi desarquivado.
Com o projeto desarquivado, já demos o primeiro passo, o caminho agora é continuarmos na luta para a aprovação do PLC. E isso não pode passar deste ano. Alguns estados como São Paulo, já estão fazendo seus movimentos. No dia 19/02, sábado, acontecerá a Marcha contra a Homofobia e de apoio ao PLC 122/06, na Praça do Ciclista, que fica no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.  É importante a união dos LGBTTs para essa luta, precisamos que essa lei seja votada e aprovada, para que se torne crime o preconceito aos homossexuais no nosso país.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Crimes homofóbicos crescem a cada ano


Millicent Gaika
A intolerância aos gays está a cada dia mais crescente e se agravando ainda mais.  Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) em 2009 foram 198 mortos (onze a mais que em 2008 e 76 a mais do que 2007). Fora isso, em 2010 mais de 250 gays, lésbicas, transexuais e travestis foram mortos, sendo 65% das mortes de gays; 32% de travestis e 3% de lésbicas, tornando assim o Brasil como o país com o maior número de assassinatos homofóbicos do mundo.
E esses tipos de crime, logicamente não param somente no Brasil. No ano passado, na África do Sul, Millicent Gaika, 30 anos, foi estrangulada e estuprada por cinco horas em seu apartamento, por um homem que dizia estar curando-a da homossexualidade. No país, em média ocorrem 520 “estupros corretivos”, por ano. Um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes dos 16 anos, elas tem mais chances de serem estupradas do que aprenderem a ler. Infelizmente, esse tipo de ato é comum por lá. 62% dos meninos com mais de 11 anos, não acreditam que forçar alguém a fazer sexo, seja um ato de violência.  Nenhum homem foi condenado por esse tipo de crime na África do Sul, e por isso ativistas fazem o possível para que os casos cheguem às autoridades máximas e que sejam tomadas as providências. Para isso, foi encaminhada uma petição que contou com mais de 140.000 assinaturas, obrigando o governo do país a fazer um pronunciamento em televisão nacional, porém, as demandas ainda não foram respondidas concretamente.
É por esses casos como de Millicent Gaika, na África do Sul, e como tantos outros, que não podemos fechar os olhos e ficar em silêncio. Devemos nos unir e irmos às ruas, para mostrar às autoridades o quanto o povo não se cala e não se esconde, diante de tanta atrocidade, intolerância e desigualdade, existente em nosso país e no mundo. Levantemos nossas bandeiras e vamos à luta!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vivemos em questionamentos constantes e é neles que possuímos nossas opiniões. Estamos em mudanças, mas por que insistimos em continuar respirando o tradicionalismo?
Já ultrapassamos algumas barreiras, como também vencemos alguns preconceitos que foram impostos em nossa sociedade, mas infelizmente ainda existe muita intolerância e preconceito entre os gays. Afinal, estamos achando poucas as rejeições que já passamos? Parece que sim. Há discriminação aonde deveria estabelecer a união, e estas vão de futilidades a extremos. Um gay rejeita os travestis ou os mais afeminados, entre as lésbicas também existe o preconceito entre as mais meninas e as “boyzinhas”, os gays brancos muitas vezes não toleram os negros, os assumidos rejeitam os que ainda ficam “presos no armário”, como se já tivessem nascido e fora a questão econômica, os pobres sofrem mais preconceitos do que os ricos, assim como na maioria da sociedade. O povo aplaude uma famosa por ter beijado outra mulher mundialmente e quando vira as costas sente nojo de um casal de meninas se beijando, a multidão glorifica um famoso por ter adotado uma criança, enquanto várias vezes rejeitam um casal gay qualquer que gostaria de ter tido filhos. Os valores estão cada vez mais distorcidos e sem razões. Como é que queremos respeito, se nem entre os subgrupos da comunidade gay consegue-se firmar a união?
Precisamos nos libertar da tradição, abrir nossas cabeças, deixarmos de machismos e feminismos que só trazem o individualismo, entregar ao passado essa guerra de valores e a intolerância, queremos a igualdade, necessitamos sentir o amor entre nós e através dele poder respeitar. Quebremos primeiro os nossos preconceitos internos, para que um dia possamos sentir a verdadeira liberdade.