quarta-feira, 23 de março de 2011


Funcionária demitida por ser transexual

Giselle Vuitton.
O auxiliar administrativo Heverton Camargo de Sousa, 19 anos, afirma ter sido demitido pela Fumec - FACE, universidade particular de Belo Horizonte, por ser transexual.
O jovem trabalhava desde 2007 nesta universidade e em novembro de 2010, passou a ir trabalhar trajando roupas femininas e assumiu o nome de Giselle Vuitton. “Começaram a achar que eu piorei no trabalho e apontaram vários defeitos em mim. Logo depois, eu fui demitido.”, diz o jovem. Em nota, a universidade afirma que a demissão ocorreu por razões profissionais. O desempenho do ex-funcionário nos últimos meses teria sido "insuficiente", e que ele já havia recebido uma carta de advertência há cerca de um ano e meio apontando a necessidade de "maior concentração e foco nas atividades", e diz ainda que não houve discriminação, que outros dois funcionários haviam sido demitidos na mesma data pela mesma razão: uma reestruturação administrativa.
Marisa Campos, presidente da comissão de diversidade sexual da OAB-MG, afirma que várias testemunhas estão a favor de Giselle Vuitton, o que pode ajudá-la em uma ação judicial contra a universidade.  Giselle espera que a visibilidade de seu caso sirva como exemplo: “Espero que as empresas sejam mais evoluídas e tolerantes em relação às diferenças, principalmente as universidades, que deveriam ser um exemplo de respeito às diversidades.”



quinta-feira, 17 de março de 2011

É realmente muito estranho “NÓS” querermos nos encaixar  em uma sociedade que parece nos engolir a seco. Eu digo “nós” entre aspas, porque diante de vários descasos parecemos estar excluídos do todo, nascemos nesse sistema obscuro, vitimas da ambigüidade alheia e falo porque quando criança nossos pais nos falavam o seguinte: “Homem tem que brincar com homem e Mulher tem que brincar com mulher”,começamos desde pequenos uma briga de aceitação pessoal. Então nossa infância é coberta com uma educação homossexual e quando chegamos à fase adulta temos que nos esconder, por quê? O papel do ser humano seria está em harmonia com o mundo mesmo com as diferenças, mas não é o que vemos e nem o que sentimos em muitos lugares, estamos a mercê de bullings que acabam com as estruturas dos nossos medos, enfrentamos a injustiça de sermos demitidos do trabalho por nossas orientações e nem sequer prestam atenção para a nossa competência desvalorizando-nos e comparados a nada. Vivemos numa batalha diária tentando fazer com que todos nos aceitem e sejamos visto de forma normal, algumas batalhas brutas demais, outras mais amenas, outras sinceras, outras escondidas, enfim cada um tem sua estratégia para sobreviver o que não podemos é virar as costas e deixar que nossa existência padeça ou afunde, pois somos fortes o bastante para passar esse obstáculo, afinal não somos a minoria, somos a GRANDE maioria."


by Anderson Fontenele