segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Crimes homofóbicos crescem a cada ano


Millicent Gaika
A intolerância aos gays está a cada dia mais crescente e se agravando ainda mais.  Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) em 2009 foram 198 mortos (onze a mais que em 2008 e 76 a mais do que 2007). Fora isso, em 2010 mais de 250 gays, lésbicas, transexuais e travestis foram mortos, sendo 65% das mortes de gays; 32% de travestis e 3% de lésbicas, tornando assim o Brasil como o país com o maior número de assassinatos homofóbicos do mundo.
E esses tipos de crime, logicamente não param somente no Brasil. No ano passado, na África do Sul, Millicent Gaika, 30 anos, foi estrangulada e estuprada por cinco horas em seu apartamento, por um homem que dizia estar curando-a da homossexualidade. No país, em média ocorrem 520 “estupros corretivos”, por ano. Um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes dos 16 anos, elas tem mais chances de serem estupradas do que aprenderem a ler. Infelizmente, esse tipo de ato é comum por lá. 62% dos meninos com mais de 11 anos, não acreditam que forçar alguém a fazer sexo, seja um ato de violência.  Nenhum homem foi condenado por esse tipo de crime na África do Sul, e por isso ativistas fazem o possível para que os casos cheguem às autoridades máximas e que sejam tomadas as providências. Para isso, foi encaminhada uma petição que contou com mais de 140.000 assinaturas, obrigando o governo do país a fazer um pronunciamento em televisão nacional, porém, as demandas ainda não foram respondidas concretamente.
É por esses casos como de Millicent Gaika, na África do Sul, e como tantos outros, que não podemos fechar os olhos e ficar em silêncio. Devemos nos unir e irmos às ruas, para mostrar às autoridades o quanto o povo não se cala e não se esconde, diante de tanta atrocidade, intolerância e desigualdade, existente em nosso país e no mundo. Levantemos nossas bandeiras e vamos à luta!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vivemos em questionamentos constantes e é neles que possuímos nossas opiniões. Estamos em mudanças, mas por que insistimos em continuar respirando o tradicionalismo?
Já ultrapassamos algumas barreiras, como também vencemos alguns preconceitos que foram impostos em nossa sociedade, mas infelizmente ainda existe muita intolerância e preconceito entre os gays. Afinal, estamos achando poucas as rejeições que já passamos? Parece que sim. Há discriminação aonde deveria estabelecer a união, e estas vão de futilidades a extremos. Um gay rejeita os travestis ou os mais afeminados, entre as lésbicas também existe o preconceito entre as mais meninas e as “boyzinhas”, os gays brancos muitas vezes não toleram os negros, os assumidos rejeitam os que ainda ficam “presos no armário”, como se já tivessem nascido e fora a questão econômica, os pobres sofrem mais preconceitos do que os ricos, assim como na maioria da sociedade. O povo aplaude uma famosa por ter beijado outra mulher mundialmente e quando vira as costas sente nojo de um casal de meninas se beijando, a multidão glorifica um famoso por ter adotado uma criança, enquanto várias vezes rejeitam um casal gay qualquer que gostaria de ter tido filhos. Os valores estão cada vez mais distorcidos e sem razões. Como é que queremos respeito, se nem entre os subgrupos da comunidade gay consegue-se firmar a união?
Precisamos nos libertar da tradição, abrir nossas cabeças, deixarmos de machismos e feminismos que só trazem o individualismo, entregar ao passado essa guerra de valores e a intolerância, queremos a igualdade, necessitamos sentir o amor entre nós e através dele poder respeitar. Quebremos primeiro os nossos preconceitos internos, para que um dia possamos sentir a verdadeira liberdade.